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| Monte Calvario - Foto: Televisa |
O impacto de "Monte Calvario" foi tão grande na televisão mexicana que a novela acabou ganhando duas novas versões anos depois: "Te Sigo Amando" (1996) e "La Que No Podía Amar" (2011). Mesmo assim, para muitos fãs do gênero, nenhuma conseguiu atingir a mesma carga dramática e intensidade emocional da produção original exibida em 1986.
Com 150 capítulos, a trama foi ao ar entre março e outubro daquele ano e reuniu nomes importantes como Edith González, José Alonso, Úrsula Prats, Leticia Calderón, Alejandro Tommasi, Omar Fierro e Odiseo Bichir. Porém, foram os antagonistas que acabaram roubando a atenção do público. José Alonso marcou época como o cruel Octavio Montero, enquanto Úrsula Prats despertava tanta revolta que chegou a ser insultada nas ruas por causa de sua personagem.
Diferente de muitas novelas românticas da época, "Monte Calvario" apostava em um drama muito mais pesado e cruel. A personagem Ana Rosa, vivida por Edith González, enfrentava humilhações constantes e cenas extremamente fortes. Segundo relatos, o produtor Valentín Pimstein queria tanto realismo que algumas cenas de chicotadas teriam sido gravadas de forma real, tornando tudo ainda mais chocante para o público.
Entre os momentos mais lembrados está a cena em que Ana Rosa perde a razão após o desaparecimento de seu filho recém-nascido. A atuação intensa de Edith González emocionou os telespectadores e se tornou uma das sequências mais marcantes das novelas mexicanas. Tudo isso acompanhado pela música “Cómo Fue”, nas vozes de Guadalupe Pineda e José José, que ajudou a deixar a trama ainda mais inesquecível.

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