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NOVELA: DomĂȘnica Montero - Brasil (2026)

DomĂȘnica Montero - Foto: SBT Divulgação 


A novela "DomĂȘnica Montero", produzida pelo renomado Carlos Bardasano para a TelevisaUnivision, estreou no prestigiado horĂĄrio nobre do canal Las Estrellas em janeiro de 2026. Esta superprodução marca o retorno triunfal de Angelique Boyer Ă s telas, trazendo uma releitura contemporĂąnea e empoderada da obra original de InĂ©s Rodena e Caridad Bravo Adams. Sob a direção de Carlos Cock MarĂ­n e Juan Pablo Blanco, a trama resgata a essĂȘncia do melodrama rural clĂĄssico, mas com uma estĂ©tica visual cinematogrĂĄfica, tendo sido gravada em locaçÔes deslumbrantes no estado de Puebla e em fazendas histĂłricas de Cuernavaca.

A narrativa acompanha a queda e o renascimento de DomĂȘnica Montero (Angelique Boyer), uma empresĂĄria de sucesso e herdeira de uma fortuna imensa, que vĂȘ sua vida desmoronar ao ser abandonada no altar por Max (Diego Amozurrutia). A humilhação pĂșblica e a descoberta de que seu noivo buscava apenas seu patrimĂŽnio transformam a mulher doce e generosa em alguĂ©m frio e implacĂĄvel. Decidida a nunca mais ser vulnerĂĄvel, ela se isola na Fazenda "Los Cascabeles", a antiga propriedade de seus pais, onde assume o controle com punho de ferro e passa a ser temida por todos, ignorando as feridas profundas que ainda carrega.

O isolamento de DomĂȘnica Ă© desafiado pela presença de Luis Fernando JimĂ©nez (Marcus Ornellas), o proprietĂĄrio da fazenda vizinha, um homem Ă­ntegro, mas marcado por seus prĂłprios segredos e uma vulnerabilidade emocional que o distancia dos herĂłis convencionais. Enquanto o embate inicial entre os dois começa a ceder lugar a uma conexĂŁo intensa, as sombras da traição ressurgem atravĂ©s de sua prima invejosa, Kiara (Scarlet Gruber), e do ambicioso administrador Genaro (Brandon Peniche). Juntos, os vilĂ”es tecem uma rede de intrigas e sabotagens para despojar DomĂ©nica de suas terras e destruir sua Ășnica chance de redenção afetiva.

O elenco Ă© um dos pilares da produção, reunindo veteranos de peso como Arcelia RamĂ­rez, Alberto Estrella, Nuria Bages e Alejandro Tommasi, que conferem profundidade aos diversos nĂșcleos da histĂłria. Com uma estrutura ĂĄgil de 50 capĂ­tulos, a novela destaca-se por abordar o empoderamento feminino nĂŁo apenas como um tema, mas como o motor da evolução da protagonista diante do trauma. Consolidada como lĂ­der absoluta de audiĂȘncia desde o lançamento, "DomĂȘnica Montero" reafirma a capacidade de reinventar clĂĄssicos para as novas geraçÔes, equilibrando paixĂ”es arrebatadoras com conflitos humanos realistas. 


Angelique e Marcus - Foto: Instagram @angeliqueboyer


A novela DomĂȘnica Montero chegou com força, cercada de expectativa e boa repercussĂŁo inicial tanto nos Estados Unidos quanto no MĂ©xico. Com nĂșmeros sĂłlidos de audiĂȘncia e uma proposta dramĂĄtica intensa, a trama parecia ter todos os elementos para se consolidar como um grande acerto. No entanto, Ă  medida que avançou, especialmente em sua reta final, o entusiasmo inicial deu lugar a uma recepção mais crĂ­tica por parte do pĂșblico, que passou a questionar o rumo narrativo adotado.

Um dos principais pontos de insatisfação gira em torno do desenvolvimento da histĂłria, frequentemente descrito como arrastado. Apesar de contar com apenas 50 capĂ­tulos, a sensação de estagnação se tornou recorrente, especialmente pela demora em avançar o conflito central envolvendo DomĂȘnica e a verdade sobre Kiara, e a relação da mocinha com o protagonista que focou mais nas "brigas" do que no romance. A situação se agravou com uma cena polĂȘmica — tratada aqui sem detalhes — que trouxe um impacto negativo significativo, sendo vista por muitos como uma escolha narrativa de mau gosto e desnecessariamente pesada.

Agora, com a histĂłria jĂĄ concluĂ­da, fica a sensação de uma obra que poderia ter ido alĂ©m do que entregou. Apesar das crĂ­ticas e dos tropeços narrativos, Ă© inegĂĄvel que DomĂȘnica Montero apresentou uma estĂ©tica caprichada, com belas imagens e uma produção visual bastante competente. A escolha do elenco tambĂ©m foi um acerto, trazendo nomes que deram peso e presença Ă  trama. Ainda assim, permanece a frustração de que a novela nĂŁo conseguiu superar o impacto de sua versĂŁo anterior, A Dona (2010), protagonizada por Fernando Colunga e Lucero, que atĂ© hoje Ă© lembrada com carinho pelo pĂșblico amante das novelas mexicanas. Uma pena. 

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